Às vezes eu me comporto como uma sujeitinha nojenta. Minha mãe sempre diz que eu não preciso falar muito, só de olhar as pessoas já sabem que eu não gosto da situação, do lugar ou até mesmo delas. Eu juro que eu tento disfarçar, mas não dá, simplismente porque eu não sei fingir felicidade, simpatia, amizade, alegria, acordo, enfim, não sei fingir nada. E sei que isso é um defeito. Uma vez fui obrigada a almoçar num restarurante e não estava nos meus melhores dias; estava de cara fechada. De repente, vem uma colega do meu pai e sente a minha frente e pergunta: ''Como vai a faculdade? Passou em tudo?". Coitada, depois eu fiquei mal pela maneira que agi. Disse, talvez, o NÃO mais seco da minha vida. Ela ficou desconcertada e meu pai tentou salvar a situação dizendo que eu tinha passado na maioria das matérias. Já era tarde: ela não falou comigo o resto do almoço, mudou até de lugar. Mas naquele momento eu não estava me importando se ela me achou a pessoa mais rude do restaurante. Putz! Ela tinha logo que tocar no assunto faculdade? O.k eu entendo, a maioria dos meus parentes distantes e amigos dos meus pais só meu perguntam sobre isso quando me veêm. Ela só teve o azar de me questionar sobre Direito num péssimo dia, de um ano (2008) igualmente péssimo. Por falar em faculdade, tenho certeza que tem pessoas lá que acham que eu me acho a RAINHA DE SABÁ. Desculpem, colegas, mas eu não sou nem me acho. Apenas tenho muita dificuldade de conversar com pessoas que eu não conheço, sei lá, de onde veio isso. Tem dias que eu até penso em chegar em cada um pra conhecer um pouco, mas as pessoas iriam estranhar e pareceria forçado. Além do mais, eu não tenho pressa em conhecer as pessoas, quem sabe daqui a quatro anos seremos melhores amigos do peito. Ou não. Talvez eu continue sendo aquela que senta lá atrás, observa tudo, conversa com algumas poucas pessoas. Sinceramente, às vezes eu não ligo muito pra isso. Anti-social, eu sei. Eu me sinto aliviada de alguns me conhecerem como eu realmente sou. Desculpas de novo, mas eu sou tímida, e o pior, não sei fingir nada, nada mesmo.



















Comentários
Postar um comentário